É comum falar-se na subjectividade dos valores, na medida em que, ao longo dos tempos, os valores estão sempre a mudar. O ideal de beleza numa época, por exemplo, torna-se numa expressão de mau gosto noutro período histórico (antigamente gordura era formosura, hoje em dia, a beleza de uma pessoa passa também pelo facto de esta ser magra).
No entanto, penso que o mesmo não se passa com o respeito, pois o conceito de respeito não muda ao longo dos tempos, o que muda é a forma de entendimento desse valor por parte de um grupo social ou por parte de uma cultura. Deste modo, o respeito é um dos valores que sempre existiu e existirá de uma forma semelhante em diferentes grupos sociais, culturas, ou seja, é de certa forma universal, pois foi aceite universalmente ainda que formulado de diferentes maneiras. Assim, o respeito é um valor trans-subjectivo, pois constitui um princípio universal que fundamenta a dignidade humana e que, atravessou várias culturas, épocas e indivíduos e resistiu (ao contrário de alguns valores que se desmoronaram).
Acredito que o respeito seja algo simples e que pode ser praticado em todos os lugares (escolas, trabalho, casa, rua, natureza) e que seja feito de gestos simples: um olhar benevolente, um sorriso, segurar a porta para alguém, escutar os outros, ajudar alguém, agradecer, aceitar as diferenças, sendo essencial para nos relacionarmos.
Infelizmente, ainda existem pessoas que possuem um desejo irracional de possuir, não respeitando as coisas e, acabam até, por destruí-las. Contudo, esta não é de todo a atitude mais correcta, pois devemos apreciar as coisas (quer sejam ou não nossas) e respeitá-las. O ser humano está constantemente a necessitar/precisar de coisas novas para satisfazer as suas necessidades, criando um ambiente belo e grato, para que possa descansar e viver melhor.
É necessário aprender a conservar as coisas, ter bom gosto, limpeza, respeito. Só desta forma, será possível o respeito, que é sem dúvida alguma, a base de todo o ser humano.