
Ultimamente temos sido confrontados com uma explosão de assaltos, quer a bancos, quer a bombas de gasolina. Por mais que queiramos esquecer um assalto, logo surge outro para nos informar e, ao mesmo tempo, nos alarmar e provocar medo e insegurança.
O segundo passo é mostrar o que ficou do assalto, incluindo filmagens e estragos. Segue-se a crítica que, diga-se de passagem, não é nada mais, nada menos do que uma simples crítica com contornos especulativos.
É assim que o país vive. O país adora falar, falar, falar (então alguns deputados… esses, é que só falam mesmo!).
Para criticar qualquer pessoa está pronta. Condena o acto. Preocupa-se com as vítimas (se as há) e com a quantia que foi roubada.
Porém, esquece-se de actuar. Procurar alternativas. Arranjar soluções.
Este país vive da fala e não dos actos. Há sempre alguém disposto a comentar o sucedido, mas poucos são aqueles que têm soluções, que sabem como se deve agir nestes casos, que medidas devem ser implementadas para combater (ou atenuar) esta vaga de assaltos. Não interessa só teorias ou, pelo menos, as que existem pressupõem fundamento prático e, como bem sabemos, existem muitas que se ficam pela teoria e nunca partem para a prática. Será que alguém as impede de partirem para a realidade? Ou será que as pessoas que as elaboram não têm capacidade para tal ou, por outro lado, não têm contacto suficiente com a realidade para saber como actuar da melhor forma?
Jamais o crime pode compensar o criminoso. Mas neste país, ao que parece, até compensa. Os criminosos conseguem ser mais rápidos e mostram que têm o esquema tão bem planeado que quando a polícia chega ao local, pouco ou nada há a fazer.
Não só falta capacidade de resposta por parte das entidades competentes, como também a elaboração de medidas que se possam (mesmo) pôr em prática, para que esta realidade (que cada vez é maior) tenha os dias contados.


