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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

IDEIAS SOLTAS - Explosão de Assaltos




Ultimamente temos sido confrontados com uma explosão de assaltos, quer a bancos, quer a bombas de gasolina. Por mais que queiramos esquecer um assalto, logo surge outro para nos informar e, ao mesmo tempo, nos alarmar e provocar medo e insegurança.

O segundo passo é mostrar o que ficou do assalto, incluindo filmagens e estragos. Segue-se a crítica que, diga-se de passagem, não é nada mais, nada menos do que uma simples crítica com contornos especulativos.
É assim que o país vive. O país adora falar, falar, falar (então alguns deputados… esses, é que só falam mesmo!).
Para criticar qualquer pessoa está pronta. Condena o acto. Preocupa-se com as vítimas (se as há) e com a quantia que foi roubada.
Porém, esquece-se de actuar. Procurar alternativas. Arranjar soluções.
Este país vive da fala e não dos actos. Há sempre alguém disposto a comentar o sucedido, mas poucos são aqueles que têm soluções, que sabem como se deve agir nestes casos, que medidas devem ser implementadas para combater (ou atenuar) esta vaga de assaltos. Não interessa só teorias ou, pelo menos, as que existem pressupõem fundamento prático e, como bem sabemos, existem muitas que se ficam pela teoria e nunca partem para a prática. Será que alguém as impede de partirem para a realidade? Ou será que as pessoas que as elaboram não têm capacidade para tal ou, por outro lado, não têm contacto suficiente com a realidade para saber como actuar da melhor forma?

Jamais o crime pode compensar o criminoso. Mas neste país, ao que parece, até compensa. Os criminosos conseguem ser mais rápidos e mostram que têm o esquema tão bem planeado que quando a polícia chega ao local, pouco ou nada há a fazer.
Não só falta capacidade de resposta por parte das entidades competentes, como também a elaboração de medidas que se possam (mesmo) pôr em prática, para que esta realidade (que cada vez é maior) tenha os dias contados.

Mariana Ventura Norte


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Os (pouco) curiosos




Não há nada como aproveitar os últimos dias de férias e visitar amigos em Viana.

Depois de um farto almoço fomos até um café. Pelo caminho observámos uma frase que alguém resolveu escrever numa parede de uma casa abandonada. Lia-se: “ O povo é tão pouco curioso que nenhum homem sabe mais do que lhe é estritamente necessário”.


Esta frase demonstra claramente a mentalidade de algumas pessoas. Não são curiosos, não se admiram com o que as rodeia, não se interessam por nada. Vivem o seu dia-a-dia repletos de rotinas e não param um segundo para mudar um ou outro aspecto, com o intuito de alterar o seu programa ou planos de vida.

Assim sendo, vivem do básico, meramente daquilo que pensam que é o fundamental e não procuram alargar horizontes. Não buscam mais conhecimento, pois pensam que o que possuem já é suficiente. Sentem-se bem assim, quase na ignorância.

Quem os interroga por tal conduta é facilmente apelidado de “chato”, na medida em que veio perturbar uma maneira de ser tão peculiar.

É claro que se todos procurássemos aumentar os nossos conhecimentos e procurássemos atenuar certos comportamentos, poderíamos viver melhor, não só connosco próprios, mas sobretudo com os outros.

Porém, nem todos pretendem isso, ou pelo menos nada fazem para contribuir para a inversão dessa tendência.

Não se interrogam, não questionam nada à sua volta. Ficam calados, quietos. Parecem não ver, nem ouvir e, às vezes, nem falam. Não têm opiniões formadas, excepto de algum assunto que lhes tenha tocado. Não procuram nada. Esperam que algo surja nas suas vidas. Mas sem dar muito trabalho, nem esforço. Não gostam disso… gostam de paz e calma.


No entanto, esquecem-se que não há curiosidade nem sabedoria se não existir esforço, dedicação, interesse e empenho.

Mariana Ventura Norte

sábado, 23 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Opiniões… quem as não tem?




Há quem defenda que as opiniões só devem ser dadas quando solicitadas. Se ninguém as pede, o melhor é procurar não dá-las. No entanto, a verdade é que o ser humano, no seu dia-a-dia, passa a vida a opinar, mesmo em situações desnecessárias ou inoportunas. Não sei que nome isso terá: se defeito, se feitio… Apenas sei que é algo feito com muita frequência pelas demais pessoas.


A razão ou motivo de tais actos são desconhecidos para mim. Algumas pessoas nem pensam duas vezes. Dizem e pronto. O que disseram está dito. Pensam ter feito o melhor. A sua opinião é dada de acordo com o que pensam e na hora e no momento que pretendem.

Todavia, também existem aqueles (os teimosos) que são os detentores da palavra. Os que, no seu entender, têm sempre razão. A opinião deles nunca muda. É sempre a mesma perante um determinado assunto. São obstinados, pertinazes. Este tipo de pessoas remete-nos para uma frase de Marcel Achard, actor e comediógrafo francês, que um dia escreveu: “Um homem que nunca muda de opinião, em vez de demonstrar a qualidade da sua opinião demonstra a pouca qualidade da sua mente”. E não terá razão? Quem tem sempre a mesma opinião e não admite que por vezes os outros poderão ter uma opinião diferente mas também ela correcta, apenas revela que é uma pessoa fraca em pensamento.


Devemos ter a cabeça e os olhos bem abertos, tendo em conta diferentes perspectivas, pontos de vista, opiniões, mas saber admitir que nem sempre estamos certos é bem complicado para alguns. Por isso, deixemo-nos de individualismos e, para uma próxima discussão ou conversa entre amigos, lembremo-nos de aceitar os outros e as suas ideias. Se não a nossa mente mostrar-se-á vazia, teimosa e com pouca (ou nenhuma) qualidade.

Mariana Ventura Norte


sábado, 26 de abril de 2008

IDEIAS SOLTAS - Dia da Terra

Na passada terça-feira (22 de Abril) foi o dia da Terra. Talvez para muitos o dia tenha passado ao lado, ainda que tenham sido bombardeados com notícias e apelos.

Todos sabemos quais sãos os problemas ambientais e o que podemos fazer para melhorar o ambiente. No entanto, não os pomos em prática. Deixamos que todas as boas intenções não passem de isso mesmo, de intenções. Ficam em textos, em notícias, em congressos e exposições.

Afinal de contas quem não escreve ou imprime algo apenas de um lado da folha? E quem não deixa as luzes todas acesas? E quem não reparou que os restaurantes continuam a ter garrafas de plástico nas mesas em vez de jarros de água? Por vezes temos atitudes destas: inconscientes. E, se por vezes temos consciência que podíamos fazer algo para evitar esta dura realidade, não o fazemos.

Outro facto que me inquieta é ver que apesar de os governos também fazerem apelos para que se actue e se tente salvar o planeta, quando vão a outros países utilizem os seus aviões particulares. Isso não polui? Não prejudica o ambiente que é apenas e só aquilo que eles nos dizem para preservar?

Num destes dias, li uma frase num site que achei interessante referi-la a propósito deste tema: “apesar de estarmos na era do instantâneo, nem tudo é imediato”, isto é, ainda que hoje em dia tenhamos quase tudo ao nosso alcance e de uma forma relativamente rápida, qualquer atitude que tomemos para ajudar a salvar o nosso planeta (que é de todos nós), só terá repercussões mais tarde. Por isso, quanto mais cedo actuarmos, melhor.

Mariana Ventura Norte

sexta-feira, 11 de abril de 2008

IDEIAS SOLTAS - Respeito

ola

É comum falar-se na subjectividade dos valores, na medida em que, ao longo dos tempos, os valores estão sempre a mudar. O ideal de beleza numa época, por exemplo, torna-se numa expressão de mau gosto noutro período histórico (antigamente gordura era formosura, hoje em dia, a beleza de uma pessoa passa também pelo facto de esta ser magra).

No entanto, penso que o mesmo não se passa com o respeito, pois o conceito de respeito não muda ao longo dos tempos, o que muda é a forma de entendimento desse valor por parte de um grupo social ou por parte de uma cultura. Deste modo, o respeito é um dos valores que sempre existiu e existirá de uma forma semelhante em diferentes grupos sociais, culturas, ou seja, é de certa forma universal, pois foi aceite universalmente ainda que formulado de diferentes maneiras. Assim, o respeito é um valor trans-subjectivo, pois constitui um princípio universal que fundamenta a dignidade humana e que, atravessou várias culturas, épocas e indivíduos e resistiu (ao contrário de alguns valores que se desmoronaram).

Acredito que o respeito seja algo simples e que pode ser praticado em todos os lugares (escolas, trabalho, casa, rua, natureza) e que seja feito de gestos simples: um olhar benevolente, um sorriso, segurar a porta para alguém, escutar os outros, ajudar alguém, agradecer, aceitar as diferenças, sendo essencial para nos relacionarmos.

Infelizmente, ainda existem pessoas que possuem um desejo irracional de possuir, não respeitando as coisas e, acabam até, por destruí-las. Contudo, esta não é de todo a atitude mais correcta, pois devemos apreciar as coisas (quer sejam ou não nossas) e respeitá-las. O ser humano está constantemente a necessitar/precisar de coisas novas para satisfazer as suas necessidades, criando um ambiente belo e grato, para que possa descansar e viver melhor.

É necessário aprender a conservar as coisas, ter bom gosto, limpeza, respeito. Só desta forma, será possível o respeito, que é sem dúvida alguma, a base de todo o ser humano.

Mariana Ventura Norte

sexta-feira, 4 de abril de 2008

IDEIAS SOLTAS -Pobreza Mental

ola


Para muitas pessoas, esta é, a última (e a talvez a única) forma de viver, onde o imperativo é comprar.

Aprendemos a comprar aquilo de que realmente precisamos, mas acabamos sempre por comprar tudo aquilo que realmente não precisamos. Fomos ensinados a viver com o indispensável, mas vivemos com aquilo que se pode dispensar. Sabemos que não temos muito dinheiro, mas queremos sempre ostentar que o temos. No fundo, quase que vivemos para nos iludirmos, para nos enganarmos, para fugir à realidade e também para sermos aceites num grupo onde a futilidade é o pré-requisito.

Com as nossas atitudes, damos vida a palavras como “aparência”, “falsidade” e “inutilidade”.
Vestimos só roupa de marca (alguns até são escravos da marca X), compramos algo porque os amigos têm e as nossas conversas tornam-se vazias, sem fundamento.

Esquecemos o mais importante. Prestamos atenção ao acessório e a tudo o que é insignificante.
Será que apenas nos interessa a popularidade? Ou será que o mais importante é sermos nós próprios sem adereços? Se seguirmos este caminho da ambição, o que será de nós, no futuro? Seremos felizes? Será que as pessoas que têm esta pobreza mental estão felizes?

No meio de tantas perguntas, importa ressalvar que, a meu ver, este tipo de pobreza é a pior de todas, porque não nasce connosco, mas somos nós que, através das nossas escolhas e das nossas atitudes, a alimentamos e, quando olhamos para trás, vemos que perdemos toda uma vida rica em carinho, afecto e amizade e compreendemos que este tipo de vida poderá não ter retrocesso…

Mariana Ventura Norte