Numa conversa com uma jovem lutadora a respeito de pessoas famosas, dizia-me que preferia falar comigo ou com alguém simples e honesto, em vez de falar com pessoas complicadas, complexas e desonestas, referia-se, portanto, a alguns famosos. Mas que famosos são esses? Serão pessoas que trabalharam ao longo da vida e que são tão profissionais e tão bons naquilo que fazem, que o seu empenho e dedicação são reconhecidos por milhares de pessoas? A resposta é simples: não.
A conversa girava em torno de certas personalidades que, a meu ver, nem elas próprias sabem porque o são. São-no e pronto. Percorrem todas as festas de norte a sul do país com roupas xpto e sempre com um sorriso, que é logo captado por flashs. Ocupam páginas e páginas de revistas, aparecendo maravilhosas, deslumbrantes e sempre em fases boas da vida.
Ainda que falassem do Rui Veloso (um excelente músico), a Judite de Sousa (que sempre procurou dar o seu melhor enquanto jornalista), ainda era tolerável, mas falarem de pessoas que tiram proveito de uma fama que não merecem, é algo incompreensível! Poderia mencionar nomes desses «famosos das festas», mas isso seria dar-lhes mais importância e protagonismo que, de facto, não merecem.
Sempre aprendi que não se deve dar importância a quem não a merece e ver estas revistas recheadas de uma estranha forma de fama, apenas vem provar que podem existir pessoas com valores e educação bem distintos. Ou será que alguém quer ser assim? Será que existem pessoas que sonham viver dessa forma?
Tantas perguntas que poderiam ser feitas...! Porém, quando estas pessoas olharem para trás, verão que não cresceram enquanto pessoas nem cidadãos de um país e eu tenho esperança que muitas delas se apercebam que não é só de «famas» que o país se move...
Mariana Ventura Norte
