Actualmente:
Total:Counters

sábado, 23 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Opiniões… quem as não tem?




Há quem defenda que as opiniões só devem ser dadas quando solicitadas. Se ninguém as pede, o melhor é procurar não dá-las. No entanto, a verdade é que o ser humano, no seu dia-a-dia, passa a vida a opinar, mesmo em situações desnecessárias ou inoportunas. Não sei que nome isso terá: se defeito, se feitio… Apenas sei que é algo feito com muita frequência pelas demais pessoas.


A razão ou motivo de tais actos são desconhecidos para mim. Algumas pessoas nem pensam duas vezes. Dizem e pronto. O que disseram está dito. Pensam ter feito o melhor. A sua opinião é dada de acordo com o que pensam e na hora e no momento que pretendem.

Todavia, também existem aqueles (os teimosos) que são os detentores da palavra. Os que, no seu entender, têm sempre razão. A opinião deles nunca muda. É sempre a mesma perante um determinado assunto. São obstinados, pertinazes. Este tipo de pessoas remete-nos para uma frase de Marcel Achard, actor e comediógrafo francês, que um dia escreveu: “Um homem que nunca muda de opinião, em vez de demonstrar a qualidade da sua opinião demonstra a pouca qualidade da sua mente”. E não terá razão? Quem tem sempre a mesma opinião e não admite que por vezes os outros poderão ter uma opinião diferente mas também ela correcta, apenas revela que é uma pessoa fraca em pensamento.


Devemos ter a cabeça e os olhos bem abertos, tendo em conta diferentes perspectivas, pontos de vista, opiniões, mas saber admitir que nem sempre estamos certos é bem complicado para alguns. Por isso, deixemo-nos de individualismos e, para uma próxima discussão ou conversa entre amigos, lembremo-nos de aceitar os outros e as suas ideias. Se não a nossa mente mostrar-se-á vazia, teimosa e com pouca (ou nenhuma) qualidade.

Mariana Ventura Norte


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Uma das melhores coisas da vida



Quando se fala do grande armário que é a família, surgem variadíssimas gavetas que a compõem. Entre elas surge a gaveta dos avós, dos tios, dos afilhados, …

Fecham-se as gavetas, pois não é altura de falar em todas. Apenas uma permanece aberta, à espera de ser falada (e merece!) - é a gaveta dos primos. Vem recheada de cumplicidade, boa-disposição, carinho, muitas gargalhadas e brincadeiras sem fim. Quem nunca se divertiu com nenhum primo que atire a primeira pedra!


Pessoalmente, admiro muito esta categoria, na medida em que os primos conseguem ser ao mesmo tempo família e amigos. Por um lado, dão-nos bons momentos de diversão, excelentes conversas, ouvem, dizem, desabafam e aconselham. E, por outro, podem estar um pouco distantes mas não os perdemos. São nossos. Sangue do nosso sangue. Têm aquele orgulho em nos pertencer de certo modo (alguns fazem mesmo parte de nós pelo que não imaginamos a nossa vida sem eles) e nunca põem de parte a cumplicidade que fascina tudo e todos.

São seguramente uma categoria especial e privilegiada, pois conseguem desempenhar ambos os papéis na perfeição!

Outra coisa que me fascina é o facto de se poder estar meses e meses sem que os primos se vejam mas, uma vez reencontrados, a magia volta. Parece que o tempo parou. Permaneceu tudo igual desde a última vez que se viram, que se falaram.

É bom ser-se primo de alguém, mas é ainda melhor ter um primo! Claro que não se pode ter, sem se ser. Todavia, ter um primo (fantástico) dá aquele orgulho e aquela admiração que só quem tem o consegue perceber. Quem não tem ou quem ainda não provou desta magia espero bem que o faça. Primos todos têm (nem que sejam bem afastados!). Há que os procurar e comprovar que esta é uma gaveta fundamental para o armário. Uma das mais belas que ele possui.


Procuro o meu armário. Abro a gaveta que contém uma etiqueta onde se lê “primos”. Abro-a. Saltam imensos primos. Todos estendem as mãos. A alegria instala-se. Já vejo o brilho nos olhos. Alguns já só falam por meias palavras (nem é preciso mais, compreendemo-nos bem assim). Querem pôr a conversa em dia, partilhar experiências, partir à aventura. Uns gritam “diversão”, outros “gargalhadas”. Não há tempo a perder. Quero estar com eles e dizer um a um que são muito importantes e no final do dia, vou fechar a gaveta (a sete chaves) pois não quero que estes laços se percam. Nunca, nunca!



Mariana Ventura Norte

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Educações Trocadas

“A educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceite pelo interessado”. Não poderia estar mais de acordo com esta citação de Carlos Drummond; até porque, por estes dias, presenciei duas situações tão díspares que comprovaram esta mesma frase.


Estava numa esplanada e um homem chegou com o seu Terranova. Pediu um café e uma água. Pensei que estaria à espera de alguém. Estava enganada. A água era para o cão. Foi educado a beber por uma garrafa e a sentar-se calmamente numa esplanada. Quem passava, olhava para ele e não resistia a acariciá-lo um pouco. Fiquei fascinada com tudo aquilo que se pode ensinar a um cão; mas sobretudo com a capacidade que um animal tem em aprender e absorver determinados conhecimentos.


Por outro lado, também me deparei com uma criança que vinha no metro a falar num tom muito elevado e com um vocabulário que impressionava as pessoas que viajavam nesse meio de transporte. Vinha acompanhado pela avó, pela qual não tinha o mínimo respeito (talvez a senhora nunca se tenha dado ao respeito também…).

Fazia autênticas acrobacias no metro, pendurando-se nos ferros onde as pessoas se seguravam. Todos estavam perplexos com tal atitude e comportamento.

A criança, que não teria mais do que 8 anos, apenas exclamava num tom irónico e abusador: “Está tudo controlado”.

O problema é que não estava mesmo. Acabou por atingir com os seus pés algumas pessoas, tendo um senhor chamado à atenção da sua avó para o facto de o seu neto não se saber conter e controlar junto de pessoas. A avó nem sabia o que dizer. Ordenou que se sentasse, ordem que foi desrespeitada pelo seu neto sem a mínima hesitação. Demonstrou desconhecer termos como “educação” e “respeito”, isto é, a educação não foi aceite pelo interessado.


É inacreditável como um cão consegue estar tão calmo e ser tão bem educado como um humano e um humano não consegue ser ele próprio, revelando ter atitudes de um autêntico animal. Estarão as educações trocadas?

Mariana Ventura Norte

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

IDEIAS SOLTAS - Famas



Numa conversa com uma jovem lutadora a respeito de pessoas famosas, dizia-me que preferia falar comigo ou com alguém simples e honesto, em vez de falar com pessoas complicadas, complexas e desonestas, referia-se, portanto, a alguns famosos. Mas que famosos são esses? Serão pessoas que trabalharam ao longo da vida e que são tão profissionais e tão bons naquilo que fazem, que o seu empenho e dedicação são reconhecidos por milhares de pessoas? A resposta é simples: não.


A conversa girava em torno de certas personalidades que, a meu ver, nem elas próprias sabem porque o são. São-no e pronto. Percorrem todas as festas de norte a sul do país com roupas xpto e sempre com um sorriso, que é logo captado por flashs. Ocupam páginas e páginas de revistas, aparecendo maravilhosas, deslumbrantes e sempre em fases boas da vida.

Ainda que falassem do Rui Veloso (um excelente músico), a Judite de Sousa (que sempre procurou dar o seu melhor enquanto jornalista), ainda era tolerável, mas falarem de pessoas que tiram proveito de uma fama que não merecem, é algo incompreensível! Poderia mencionar nomes desses «famosos das festas», mas isso seria dar-lhes mais importância e protagonismo que, de facto, não merecem.

Sempre aprendi que não se deve dar importância a quem não a merece e ver estas revistas recheadas de uma estranha forma de fama, apenas vem provar que podem existir pessoas com valores e educação bem distintos. Ou será que alguém quer ser assim? Será que existem pessoas que sonham viver dessa forma?


Tantas perguntas que poderiam ser feitas...! Porém, quando estas pessoas olharem para trás, verão que não cresceram enquanto pessoas nem cidadãos de um país e eu tenho esperança que muitas delas se apercebam que não é só de «famas» que o país se move...

Mariana Ventura Norte