Há quem defenda que as opiniões só devem ser dadas quando solicitadas. Se ninguém as pede, o melhor é procurar não dá-las. No entanto, a verdade é que o ser humano, no seu dia-a-dia, passa a vida a opinar, mesmo em situações desnecessárias ou inoportunas. Não sei que nome isso terá: se defeito, se feitio… Apenas sei que é algo feito com muita frequência pelas demais pessoas.
A razão ou motivo de tais actos são desconhecidos para mim. Algumas pessoas nem pensam duas vezes. Dizem e pronto. O que disseram está dito. Pensam ter feito o melhor. A sua opinião é dada de acordo com o que pensam e na hora e no momento que pretendem.
Todavia, também existem aqueles (os teimosos) que são os detentores da palavra. Os que, no seu entender, têm sempre razão. A opinião deles nunca muda. É sempre a mesma perante um determinado assunto. São obstinados, pertinazes. Este tipo de pessoas remete-nos para uma frase de Marcel Achard, actor e comediógrafo francês, que um dia escreveu: “Um homem que nunca muda de opinião, em vez de demonstrar a qualidade da sua opinião demonstra a pouca qualidade da sua mente”. E não terá razão? Quem tem sempre a mesma opinião e não admite que por vezes os outros poderão ter uma opinião diferente mas também ela correcta, apenas revela que é uma pessoa fraca em pensamento.
Devemos ter a cabeça e os olhos bem abertos, tendo em conta diferentes perspectivas, pontos de vista, opiniões, mas saber admitir que nem sempre estamos certos é bem complicado para alguns. Por isso, deixemo-nos de individualismos e, para uma próxima discussão ou conversa entre amigos, lembremo-nos de aceitar os outros e as suas ideias. Se não a nossa mente mostrar-se-á vazia, teimosa e com pouca (ou nenhuma) qualidade.
Mariana Ventura Norte