
Repentina, rápida. Assim surge uma notícia de dor, angústia, sofrimento. Algo de muito mau está a chegar, trazendo tristeza, lágrimas, aflição. Ouvem-se gritos. Teme-se o pior. Ainda é de dia, mas há escuridão. Ao longe, vê-se um túnel. Desfocado, distante, quase inatingível.
Procuramos alcançá-lo, correr contra o tempo. Quase foge. Parece indefinido até!
Ah como custa ver alguém a partir! Sentimo-nos fracos, sem força, imperfeitos. Até parece que somos inúteis, porque encaramos a realidade, o futuro e não conseguimos mudar nada, evitar o pior. Alguns chamam a “lei da vida”. Nascemos, trabalhamos, vivemos e depois… Depois? Depois vem o fim, a última etapa (ou a primeira da outra vida, para quem acredita).
Estamos juntos nisto, a partilhar a “partida” que a vida te está a pregar. Coloca-te à prova, mede a tua resistência, a tua agilidade de superar tudo isto. “Não vou conseguir” – pensas tu. Mas eu estou aqui, amparo-te, não te deixo cair. Ultrapassarás o que te atormenta e te inquieta, o que te deixa infeliz. Por mais que te custe, a vida é mesmo assim: ingrata. Nunca se está preparado para o fim.
No entanto, prevalecem as memórias, as recordações. Boas, por certo!
E eu e todos os outros estaremos aqui para dar luz à escuridão, para dar alegria à tristeza, ajuda a quem sofre. Porque tu… irás ultrapassar! (eu acredito!)
Escrito para ti amigo. Para vocês leitores, como encarar a partida de alguém?




